quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Viver ou sobreviver?

Quando somos criança, desejamos muita coisa. Uma delas é crescer. Todos, crianças, ansiamos por crescermos em virarmos adolescentes. Imaginamos que isso é algo maravilhoso. Ir para festas, sair com as amigos, ir para shows, namorar, ter liberdade. De uma certa forma isso pode ser verdade. Entretanto, mal pensamos sobre outras coisas. Quando somos adolescentes nossa vida não se trata apenas de festas e namoros. Nesse período nos sentimos sozinhos, em uma depressão terrivelmente melancólica. Muitas vezes nos sentimos perdidos, geralmente porque é nessa idade que amigos começam a se revelar quanto a quem são os verdadeiros, quem são os falsos e quem são os inimigos. E as vezes nenhum revela-se verdadeiro. E nem sempre temos liberdade. A adolescência é o momento em que temos que estudar duro pelo nosso futuro e isso não é tão fácil quanto imaginamos. A pressão que nos colocam é dura, como se nos esmagasse e então a vida não parece ser tão boa quanto era antes. Sentimos dor psicologicamente. Alguns de nós não conseguem sequer suportar isso e optam pela morte para se libertar. Alguns ficam persuadidos em um mundo próprio, tentando escapar de tudo. E então ficamos doentes psicologicamente também. Queremos sentir dor. Queremos ser a nossa própria vítima. E usamos os pulsos como opção. Já ao resto tentam sobreviver a realidade, a pressão. Podem conseguir, mas sem ajuda nunca conseguirão superar a depressão. Essas coisas podem não acontecer ou serem sentidas por todos, porém esses são a minoria. E então há uma pergunta a fazer: a vida é algo para se viver ou para se sobreviver?